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Do invisvel ao essencial: minha defesa pelas comunidades teraputicas no Acre

Nesta quinta-feira (28), promovi no Memorial dos Autonomistas o 1 Seminrio das Comunidades Teraputicas do Acre, que teve como tema Reconhecimento e Sustentabilidade: O Papel das Comunidades Teraputicas na Poltica Estadual sobre Drogas. O encontro reuniu autoridades, representantes do Judicirio e lideranas de diversas instituies, criando um espao fundamental para discutir caminhos e fortalecer o trabalho de quem atua diretamente no acolhimento e recuperao de pessoas em situao de dependncia qumica.

Foi um encontro que reuniu gestores pblicos, parlamentares, representantes do Judicirio, lideranas sociais e, sobretudo, homens e mulheres que, diariamente, se dedicam ao resgate de vidas nas comunidades Shalon, Ebenzer, Caminho de Luz, APADEC, Peniel e Reconstruindo Vidas. Ver todos esses atores unidos em um mesmo espao para discutir solues concretas foi a confirmao de que estamos no caminho certo.

Um olhar humano sobre a dependncia

Abrindo o seminrio, fiz questo de destacar aquilo em que mais acredito: a necessidade de olhar para a dependncia qumica com empatia, humanidade e responsabilidade coletiva.

Todos ns choramos, sentimos dor e precisamos de oportunidades. Quando olhamos para quem est em situao de rua ou dependncia, precisamos enxergar o ser humano que existe ali. O resgate dessas pessoas passa, sem dvida, pelas casas teraputicas.

A dependncia qumica no apenas uma questo de sade pblica, tambm um desafio social e humano. Ela atinge famlias inteiras, destri sonhos e fragiliza comunidades. No entanto, possvel reverter essa realidade quando h polticas pblicas srias, parcerias responsveis e quando valorizamos quem j est na linha de frente desse trabalho.

Projeto de lei e novas perspectivas

Foi com esse esprito que anunciei, durante o evento, a elaborao de um projeto de lei para declarar as comunidades teraputicas do Acre de utilidade pblica. Essa medida permitir que as entidades tenham acesso a incentivos, maior reconhecimento e, consequentemente, mais condies para ampliar seu alcance e salvar ainda mais vidas.

Defendi tambm a necessidade de uma Poltica Estadual sobre Drogas, construda a muitas mos, de forma participativa e inclusiva. Essa poltica deve colocar as comunidades teraputicas no centro das decises, reconhecendo que elas alcanam lugares e pessoas onde o poder pblico, sozinho, no consegue chegar.

O Estado sozinho no consegue chegar onde essas casas chegam. Nosso dever fortalec-las e garantir dignidade a quem mais precisa.

Reconhecimento e gratido

Ao longo do seminrio, ficou evidente o quanto as comunidades teraputicas so essenciais para a reconstruo de histrias. Ouvir os relatos de superao e perceber a esperana no olhar de cada pessoa presente foi emocionante. Essas instituies no apenas acolhem, mas devolvem autoestima, valores e sentido de vida a quem muitas vezes j no acreditava em uma nova chance.

Sei que ainda h muito a ser feito, mas esse primeiro seminrio um marco. o incio de uma caminhada que busca dar visibilidade a essas entidades, consolidar seu papel no enfrentamento da dependncia qumica e, sobretudo, reafirmar que nenhuma vida invisvel quando escolhemos enxergar com humanidade.

O compromisso continua

Saio desse evento fortalecida e convicta de que no podemos retroceder. O fortalecimento das comunidades teraputicas uma causa que carrego com responsabilidade e amor. Cada projeto, cada debate e cada ao ser sempre guiado pela certeza de que estamos trabalhando pela vida, pela dignidade e pela esperana de tantas famlias acreanas.

Esse seminrio foi apenas o primeiro passo. Continuarei a lutar para que o Acre avance na construo de polticas pblicas que coloquem o ser humano em primeiro lugar. Porque, no fim das contas, o que realmente importa transformar dor em oportunidade e invisibilidade em reconhecimento.

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